análise devil may cry

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ANÚNCIO análise devil may cry

Mensagem por Dan Ocelott em 15/11/2008, 13:39

Devil May Cry 3: Special Edition Uol Jogos: n/d
Plataforma: Playstation 2 Outerspace: n/d
Gênero: Aventura / Ação Finalboss: n/d
Distribuidora: Capcom Gamespot: 8.2
Desenvolvedora: Capcom Production Studio 1 IGN: 9.0
Língua: Inglês Famitsu: n/d
Data de Lançamento: 24/01/2006

Quando "Devil May Cry" nasceu no console da Sony, mostrava do que ele era capaz. Gráficos maravilhosos e uma jogabilidade pra lá de intensa, além de um personagem carismático, o que mais um gamer poderia querer? Veio então a versão 2 que desagradou muita gente, porém acho que eu fui um dos poucos que gostaram da segunda versão. Claro que também não acho ela melhor que a original, mas não acho um lixo como muitas pessoas dizem por aí. Será que eu sou o único do planeta que gostou de "Devil May Cry 2" ? : - )

A terceira versão do game veio com uma pancada de novidades, e mostrava um Dante mais novo, começando suas aventuras de caçador de demônios. O demônio começava a chorar ali. Eu pessoalmente achei a terceira versão muito boa, porém enfadonha. Os chefes principalmente eram um pé no saco, e eu conseguia a façanha de me perder no cenário com frequência.

Também quem manda pegar a versão japonesa pra jogar?

Enquanto o novo Devil May Cry está sendo feito para a próxima geração ( Ps3 ) a Capcom decidiu agora, 1 ano após o lançamento de Devil May Cry 3: Dante´s Awakening ( O despertar de Dante ) colocar no mercado uma "versão especial" com algumas novidades bem interessantes, e olha… Pessoalmente eu gostei muito desta versão, e acho que é um dos poucos games "upgrade" que podem superar a versão original ! Não tô de brincadeira !


Special Edition

Em "Devil May Cry 3: Special Edition" a Capcom decidiu contar o outro lado da história. Desta vez você tem a opção de jogar com o irmão de Dante, o fodástico Vergil. E por incrível que pareça, se você achava Dante um personagem extremamente carismático e que dava pau nos monstros por pura e simples diversão, quando jogar com Vergil verá com os próprios olhos, que ele simplesmente põe Dante no chinelo. Sem sacanagem, Vergil faz o irmão parecer um mariquinha ! E olha que eu curto pra caramba o Dante ! Além de Vergil ( que é liberado após completar o game original com Dante ), nesta versão conta com alguns chefes exclusivos, um deles é um verdadeiro saquinho é um "palhaço" literalmente, quem jogar vai saber do que estou falando. Também estão presentes várias roupas para ambos os irmãos gêmeos que selecionadas podem dar poderes exclusivos, como o acionamento do "Devil Trigger" infinito, que garante um personagem ainda mais poderoso. No mais não há diferenças gritantes do primeiro game, apenas esses complementos que deixaram o game que já era muito bom, ainda melhor.

Vergil must die

Basicamente Vergil é a versão "overpower" de Dante. O rapaz de sobretudo azul simplesmente apavora os demônios com golpes que tiram a energia dos inimigos com muito mais violência. Se você apanhava bastante com Dante principalmente nos chefes, vai notar uma diferença absurda ao jogar com Vergil. Ele simplesmente acaba com a maioria deles em questão de segundos. Chefes das missões 15 em diante ainda são mais desafiadores, levando mais tempo, mas o irmão de Dante é simplesmente fodástico em todos os sentidos e é fácil entender porquê ele ganha a primeira luta com Dante, que é o estopim para que o personagem principal da série se transforme no "detonador de demônios por satisfação".

A jogabilidade com Vergil é bem diferente de Dante. Ele possui o estilo "Dark Slayer", no qual apertando "O" na hora certa ele irá executar um movimento e aparecerá atrás dos inimigos no meio de um ataque, ou pode ser usado como defesa, esquivando do ataque do inimigo e preparando um contra-ataque. Ele também não possui armas, e sim uma espada que persegue os inimigos, a Gen Ei Ken. Além disso, uma espada estilo japonesa, a "Yamato". Com ela você dá golpes ao estilo samurai, possibilitando inclusive combos aéreos. Quem está acostumado a assistir animes vai se identificar muito com ela pois seu estilo é bem bonito de se ver, com uma espadada ela faz uns 10 cortes no inimigo, praticamente retalhando ele de diversas formas. A outra espada é a "forjada pelo demônio", a Force Edge. Similar a espada de Dante esta é uma espada que é tradicional a série, contendo golpes como atravessar o inimigo, ou quebrar sua armadura. É a espada "força bruta" do game.

A arma mais interessante não é uma espada acreditem, é o "Beowulf". Nada mais é do que uma luva e botas com um poder devastante. Com ela você poderá surrar os inimigos com golpes e combos como um game de luta, usando apenas seus punhos e poderosíssimos chutes. É o estilo mais legal para se jogar, porém pode ser complicado em alguns chefes, já que exige que o personagem fique mais próximo do inimigo.


O demônio ia chorar com a parte visual desse game

O jogo é extremamente belo, com uma direção de arte muito competente. O visual dos cenários lembra muito castelos da antiga europa, com aquele visual sombrio. Boa parte do jogo se passa em uma torre, e dentro dela você vai presenciar belos interiores que fariam qualquer decorador babar. Desde chãos reflexivos, paredes revestidas de mármore, portas com adornos e detalhes que fazem a diferença. Não poderia esquecer também a arquitetura de ambientes extremamente complexos e enormes. Os chefes são um show à parte, vão desde a uma carruagem de fogo com demônios; uma sombra que o persegue e não pode ser atingida diretamente; até uma sexy succubus que vai dar muito trabalho ao jogador. Todos tem um visual pra lá de sombrio também, e foram muito bem construídos, usando o estilo gráfico e concepção artística do game é claro.

Destaque para o primeiro chefe, que lembra "a morte", usando uma foice enorme, ele o persegue e a cada ataque há efeitos de partícula em suas vestes que na movimentação que ficaram muito interessantes. Ele inclusive volta várias vezes no decorrer do jogo e você poderá surrá-lo todas essas vezes. Fora isso há efeitos em alguns momentos como "motion blur" que deixa a tela com aqueles rastros aumentando ainda mais a experiência visual. Desnecessário também dizer dos ataques com espada que deixa faíscas e outros efeitos de partículas. Temos em vários momentos também o uso do "glow", que deixa os elementos na tela com uma iluminação contrastante, é um efeito visual muito bonito e um dos que eu mais gosto particularmente. Claro que toda essa sofisticação gráfica tem um preço, e o Playstation 2 paga por ela.

Em dados momentos a taxa de quadros cai bastante, o que atrapalha inclusive na jogabilidade. É só encher a tela de inimigos que você terá essa experiência desagradável, e infelizmente vai passar aperto por causa desse problema, pois mais inimigos óbviamente fica mais difícil fazer os ataques e com a taxa de quadros baixa você vai confundir várias vezes em quem bater, e provavelmente sofrerá algum dano. Ou seja como o game se baseia em ação frenética, "slowdowns" prejudicam em muito sua performance com seu personagem.

Jogabilidade demoníaca

Como já citado, o jogo é bem intenso e você não vai ficar parado por muito tempo. Em quase todas "telas" do jogo há inimigos, e com o passar do tempo estes vão ficando cada vez mais fortes. Alguns inclusive precisam de estratégias especiais para serem derrotados. O cenário é absurdamente grande, e contém muitos segredos. Descobrí-los faz parte da experiência, e é recompensador após alguns pulos você chegar em partes secretas. Por falar em secretos, além das missões comuns, cada uma delas reservam locais que você acessa as "Secret Missions", das quais você poderá ganhar itens após terminar cada uma delas, em que se exige perícia e certos requerimentos, como por exemplo não sofrer nenhum dano em uma sala com diversos inimigos.

Voltando a falar do cenário, não é raro acontecer dele ser o próprio puzzle da missão, o que em alguns casos pode levar um bom tempo para que o jogador solucione o quebra cabeça. Pena que em alguns momentos devido a esses puzzles do próprio cenário, você fique perdido. Mas ao jogar o game depois de um certo tempo você se acostumará com isso e verá que a maioria das soluções são mais simples do que parecem. Esse game é daqueles que recompensam os melhores jogadores. Caso você consiga por exemplo zerá-lo em uma dificuldade alta, terá como bônus uma roupa especial. São 5 roupas especiais para cada personagem. Vergil tem uma roupa que o deixa usar a habilidade Devil Trigger sem gastar absolutamente nada. É apelar demais porém não deixa de ser uma atração a mais pro jogador que se dedica.


Mas que som dos diabos

Não há muita variedade nas músicas infelizmente, porém todas tem ótima qualidade. Quando se está sozinho nos cenários vem uma trilha incidental, não menos sombria do que o visual, combinando absolutamente. Toques leves no piano como se chamassem o jogador a desvendar o cenário. São acordes muito belos e ficarão em sua cabeça por muito tempo, sinceramente a parte sonora de DMC sempre me chamou a atenção por isso. Quando você entrar em uma sala e os inimigos começarem a surgir, a trilha muda pra um hard rock pesado, com um vocal "gritado", destes que a gente tá acostumado a ver nas MTV da vida.

Porém combina perfeitamente com o propósito, é como se a idéia que estivessem passando é que um demônio está a cantar assistindo e empolgado com as acrobacias de Dante e Vergil. Os efeitos de som das espadas são razoáveis, o que não se pode dizer o mesmo do som dos tiros, que estão um pouco abafados, mas cumprem seu papel. Também na hora que você estiver numa sala com dezenas de demônios gritando, mais a música e o som dos golpes acertando os inimigos, ou seja aquela "zona" vai entender que o conjunto da obra sonora não poderia ser melhor para esse game. Afinal de contas nas horas de desespero com um monte de inimigos a sua volta a menor coisa que você vai conseguir reparar é se os efeitos sonoros estão cristalinos.

História do mal

O enredo de "Devil May Cry 3 Special Edition" é o mesmo da versão anterior, com alguns retoques. No caso vendo a história pelo ponto de vista de Vergil conseguirá entender ( ou não ) alguns pontos que ficaram em aberto na outra versão. Aqui vemos Arkham, um ocultista que procura os filhos meio humanos de Sparda, um lendário demônio. Na versão anterior já vimos que Dante não está nem aí para o velho careca, pois este quando o procura debocha completamente dele. Porém jogando com Vergil, você verá que o irmão de Dante já se interessa pela proposta de Arkham, e deixa se consumir pelo desejo de poder, o que pode ser a ruína de todo mundo, já que o ocultista está interessado apenas em aumentar seu próprio poder. Junta-se ainda uma belíssima garota com o sugestivo nome de "Lady", uma caça demônios doidona que usa uma bazuca "desse tamanhão" e está feita uma trama que no mínimo dá pra entreter os fãs de videogame.

Detalhes a parte, ela tem um olho de cada cor, e quer a vingança pela morte de sua mãe, adivinhem contra quem ? Arkham, seu próprio pai. Não dá pra entender como uma gracinha daquelas pode ter um pai tão feio. A briga feia entre os irmãos é o ponto central da trama, e a tensão na história vai aumentando cada vez mais, podendo ocasionar um verdadeiro cataclisma universal por causa do embate familiar. O mais legal é lutar contra o outro irmão em cada vez que você jogar o modo de história. Você viverá a pele de Dante e também de Vergil, e poderá sentir comparar para saber quem é realmente superior.

Até o demônio tem seus pontos fracos

Apesar de ser um game da ação que vai agradar aos mais fanáticos, DMC 3 SE tem um defeito que pode afastar os mais novatos, a dificuldade. Mesmo no nível fácil é provável que o jogador tenha alguma dificuldade, especialmente nos chefes. Nos modos "Dante must die" então a coisa se complica bastante. Visto que zerar nestes modos é requerido para destravar as roupas e os demais modos, é justo dizer que apenas os mais dedicados vão usufruir do game. Felizmente tem alguns "cheats" que possibilitam destravar as coisas sem muita luta, mas ae perde a graça do game. Confira nossa seção dicas caso tenha muita dificuldade no game. Um dos pontos fracos já foi citado, que é o lance dos "slows" que o Playstation 2 não está livre.

Quanto mais inimigos na tela significa redução da performance, e um errinho no controle pode ser fatal para o seu personagem. Começar do zero uma fase por um problema do hardware não tem preço. Outra coisa que pode chatear os jogadores são como já citei, os puzzles de cenário. Aqueles que você tem que fazer tudo certinho senão terá que repetir tudo de novo. A repetição nos jogos é uma coisa realmente chata que eu acho difícil conseguirem extirpar da experiência de quem joga. Quem sabe um dia lá pelo Playstation 10.

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