Intenso e dinâmico, Retribution honra a famosa franquia no portátil da Sony.

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ANÚNCIO Intenso e dinâmico, Retribution honra a famosa franquia no portátil da Sony.

Mensagem por Dan Ocelott em 7/6/2009, 13:58

Todos os portadores de plataformas portáteis quase sempre recebem de braços abertos a chegada de uma grande franquia conhecida em outros consoles de maior porte. Bem, Resistance aportou no PSP (PlayStation Portable) com estrondo através do título Resistance: Retribution, e mostrou que mesmo pequenas plataformas são capazes de gerar bons games de ação.

O Baixaki Jogos experimentou o game antes mesmo de sair a versão completa, portanto já era sabido que a jogabilidade seria um quesito a ser fortemente analisado. E, de fato, um dos pontos mais criticados pela maioria dos críticos de videogames foi o esquema de controles do personagem, movimentação e direcionamento da mira.

Como um todo, a experiência com Retribution foi boa e divertida, pois a Sony Bend conseguiu transportar (com sucesso, diga-se de passagem) a maior parte da ação encontrada nos games criados para o PlayStation 3. E, como o jogo é belo e tecnicamente convincente, é possível afirmar que o game é uma parada obrigatória para os fãs da franquia.

Mercenário? Como assim?

O jogo inova em muitos pontos. Um deles é o próprio personagem principal: James Grayson, ex-tenente britânico que, ao matar seu irmão (que estava gradualmente se transformando em um monstro), foi para a prisão, mas acabou recebendo uma segunda oportunidade de batalhar ao lado dos franceses contra a terrível ameaça que ainda paira sobre a Terra.

De Liutenant a Private, Grayson pode ser melhor considerado como um mercenário (combatendo para a entidade denominada Maquis) do que como um soldado propriamente dito. E como seria a personalidade de um combatente como esse? Hilária? Mais ou menos.



Muitos afirmam que o protagonista tem uma personalidade muito mais expressiva que o próprio Nathan Hale, integrante de Resistance: Fall of Man e Resistance 2. Mesmo através de um trabalho de vozes não muito convincente, Grayson rapidamente se mostra como um homem sedento pela eliminação da raça Chimera.

A trama de Retribution muda de direção inesperadamente, da mesma forma que as atitudes de Grayson. A história pode ser considerada como clichê por muitos, mas quem não gosta de exterminar criaturas bizarras com armas fictícias de alto poder de fogo?

Enfim, vamos jogar

Depois de uma longa introdução e um breve período de espera pelo carregamento de dados do jogo, o jogador pode, finalmente, experimentar a curiosa jogabilidade de Resistance: Retribution. Em teoria, é simples: basta movimentar o personagem com o pino analógico e direcionar os movimentos e a mira com os botões da parte direita do console.

Para quem já conseguiu presenciar algo parecido em outros games, nada mais fácil, ainda mais com a mira automática (que vem por padrão). Agora, para quem nunca controlou um personagem com o auxílio dos botões que geralmente são utilizados para ações, vários minutos são gastos — ou até mesmo horas — no treino com o esquema de controles.



Felizmente, a Sony Bend fez um excelente trabalho em facilitar a maior parte dos comandos de movimentação para o jogador. Poucos botões botem efetuar muitas ações variadas, e a sobreposição de obstáculos é realizada de maneira intuitiva e acessível. O sistema de cobertura de fogo é automático, embora isso possa atrapalhar o desempenho do combatente em alguns momentos.

Pouco a pouco, o gamer começa a conhecer a profundidade de Retribution. Além da história envolvente, os inimigos variados e as diferentes armas começam a aparecer de forma decisiva para o sucesso em certas missões. Mais de uma vez Grayson precisa eliminar criaturas Chimera com muita velocidade e precisão para que outros protagonistas não pereçam em combate.

Desafiador, sem dúvidas

Mesmo no modo Normal (intermediário) de dificuldade, a campanha principal apresenta muitos desafios de peso. A variedade de inimigos é crucial para a dinâmica do jogo, fazendo com que o gamer presencie combates intensos contra monstros de tamanhos e formas diferentes.

A abordagem das missões também é algo que auxilia na diversificação das ações de Grayson. Ao adquirir a arma de franco-atirador (L23 Fareye, já conhecida pelos fãs de Resistance), por exemplo, o jogador rapidamente abre mão da mira automática para escolher seus alvos manualmente e eliminá-los com apenas um tiro. O mesmo vale para modos secundários de várias outras armas, assim como a aproximação (zoom) da mira.



É aí que atingimos um ponto delicado. Para se adequar inteiramente à jogabilidade de Retribution, boa parte dos jogadores se encontra obrigada a mexer nas configurações de sensibilidade de movimentos verticais e horizontais, realizados pelos botões. Há, também, a possibilidade de mudar o esquema de controles, mas a configuração padrão é várias vezes mais eficiente.

Matar, utilizando o conjunto inicial de controles, é um tanto fácil, pois a mira é inteiramente automática, uma vez que o jogador enquadre os inimigos dentro de um retângulo que aparece na tela. É claro, não basta atirar sem parar: deve-se alternar com sabedoria entre armas e granadas, bem como entre modos de tiro primário e secundário.

O sistema de cobertura automático, por mais enervante que possa parecer para muitos fãs de tiro, é fundamental para o sucesso de Grayson nas empreitadas contra as criaturas Chimera. Não perder energia é tão importante quanto a eliminação dos inimigos. Proteger seus aliados também é de alta importância, pois eles não coletam itens de reposição de energia como Grayson.

Bem-sucedido? Com certeza

A Sony Bend, ao misturar todos esses elementos de jogabilidade, atingiu um patamar de equilíbrio extremamente agradável entre facilidade e desafio. E, para quem não tem paciência de combater contra a inteligência artificial do jogo (que não deixa a desejar, pois apresenta desafios cada vez mais impactantes), há o modo multiplayer.

Online, há a possibilidade de batalhar em até oito jogadores. Seja no modo Ad Hoc ou Infrastructure, os cinco modos de jogo podem entreter os gamers por horas: Free-for-All, Team Deathmatch, Capture the Flag, Containment (controle de territórios) e Assimilation (converter os inimigos a lutarem ao seu lado, matando-os).

As diferentes opções disponíveis enriquecem ainda mais o modo multiplayer. Há um sistema de ranking, suporte à criação de clãs e a possibilidade de comunicação via chat com voz, caso os jogadores possuam um headset apropriado.

As partidas, de modo geral, rodam de maneira fluida e sem problemas de grande porte. Pequenos problemas de desempenho sempre ocorrem (da mesma forma como acontece no modo principal), mas não há como evitar que a diversão tome conta da experiência.

Um dos itens mais interessantes em Retribution é a conexão com o game Resistance 2, do PS3. Conectando os dois dispositivos através dos jogos, o gamer consegue "contaminar" o PSP, fazendo com que Grayson assuma uma aparência parecida com a de Nathan Hale: olhos brilhantes e um uniforme negro.



Com isso, o personagem principal do título para o portátil fica um pouco mais forte, mas não chega a facilitar significativamente o nível de desafio. Além disso, há a chance de jogar Retribution com o próprio controle do PS3. Isso é altamente recomendado para quem não se identificou com o esquema de controles do portátil.

É possível, ainda, ligar o PSP a uma televisão e jogar Retribution através da TV. Os visuais do game são muito interessantes, mas apenas na telinha do pequeno console. Graficamente, o game explora bastante o potencial técnico da plataforma, exibindo ambientes detalhados, bem iluminados e curiosamente convincentes, apesar das inevitáveis bordas serrilhadas.

Pequenos bugs surgem durante a experiência com Resistance: Retribution, e a jogabilidade pode não atrair todos os fãs de games de tiro em perspectiva de terceira pessoa, mas não há como deixar de afirmar que o game foi uma ótima adaptação da famosa franquia para o PSP. Diversão, fortes desafios e boa qualidade técnica formam as bases do jogo.

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