DEAD OR ALIVE XTREME 2

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ANÚNCIO DEAD OR ALIVE XTREME 2

Mensagem por Dan Ocelott em 21/12/2008, 09:06

Assim como em outros meios de expressão, a sensualidade é um chamariz de grande eficácia. E isso não é diferente nos videogames. Desde Chun Li, que causou furor com suas pernas bem torneadas em "Street Fighter II", e Mai Shiranui, bem à vontade em seu figurino em "Fatal Fury II", as musas dão um toque especial aos games.

Um dos primeiros a explorar extensivamente o recurso foi "Dead or Alive 3", para Xbox, e de seu elenco de lutadoras saiu "Dead or Alive Xtreme Volleyball" para o mesmo console, destinado a mostrar as voluptuosas personagens fora de sua rotina de socos e chutes, em uma ilha paradisíaca.

A ver por "Dead or Alive Xtreme 2", quem fica relapso nessa hora não são apenas as garotas do game, mas a própria equipe de produção, a Team Ninja, chefiada pelo excêntrico Tomonobu Itagaki. É que o título não é muito mais que o "Xtreme Volleyball" em alta resolução.

Coisa de pele

Assim como o antecessor, "Xtreme 2" mistura minigames e uma mecânica de simuladores de namoro, apesar de aqui se estar lidando com amizade, ainda que um pouco colorida, dependendo do ponto de vista. Mas o principal objetivo do título é mesmo o aspecto voyeur, em ficar vendo as musas digitais fazendo poses muitas vezes sensuais. Ou tirando fotografias das moças, desde que tenha o equipamento necessário.

O enredo mostra o lutador Zack à procura do que sobrou da ilha tropical que tinha seu nome. Depois de usar um satélite, ele consegue recuperar seu paraíso particular, e assim chamar novamente as garotas de "Dead or Alive" para mais umas férias. A única novidade do elenco é Kokoro, uma aprendiz de geisha do tipo "mignon".

Ao iniciar o game, o jogador deve escolher uma das garotas para servir de protagonista, tendo a opção de ter Lisa como guia. Ela explica todo o procedimento do game, que é bem simples. É como um "adventure" com menus: escolhe-se uma localidade e as opções de ação aparecem na tela dependendo de onde estiver.

Cada atividade realizada "custa" tempo e você pode fazer apenas três delas num dia. À noite, você tem que ir para o hotel (escolhido entre três opções), onde você tem outras opções de atividade, como ir ao cassino, ou dormir, para começar tudo novamente no dia seguinte. Não há nenhum objetivo explícito, apenas passar o tempo fazendo o que der na telha durante 14 dias.

Ilha do tédio

Como os minigames são ralos em diversão, uma das poucas coisas que vale a pena fazer é colecionar itens, principalmente os trajes de banho das lutadoras. O figurino é variado e abraça quase todos os fetiches. Algumas são de mau gosto, mas quem já viu o antecessor sabe o que esperar, mesmo porque muito dos biquínis e maiôs são repetidos.

Aumentando a coleção, o jogador também está a caminho para desbloquear as conquistas. Mais pontos são liberados ao conseguir juntar itens com cada uma das personagens. Mesmo que não consiga tudo numa partida, já que é praticamente impossível, você pode iniciar um novo jogo e herdar tudo que já havia conseguido.

Outro aspecto importante é alimentar a amizade. Você pode formar uma dupla com qualquer outra lutadora, desde que ela esteja propensa a isso. Seu humor depende de vários fatores. Dar presente ajuda, mas só se souber o que é de seu gosto. O perfil fornece algumas dicas importantes, mas você só descobre suas preferências na base da tentativa e erro, o que pode ser frustrante. Vencer os minigames juntas também melhora a estima de sua companheira. Há desbloqueios que dependem no número de amigas que você consegue conquistar.

Volúpia em pixels

A produtora foi novamente competente para agradar quem gosta de musas digitais. As personagens mantêm o estilo da série, misturando realismo e características de desenho animado japonês. Elas têm rostos inocentes em corpos lascivos. E a famosa "simulação de física", aquela que rege o conteúdo dos biquínis é o que mais evoluiu no console de nova geração da Microsoft, apesar de continuar exagerado como sempre - um simples virar de rosto é motivo para balançar o decote.

É bem provável que nenhum dos minigames pálidos oferecidos dure mais que alguns minutos de diversão. Todos eles têm controles simples, como a dos jogos à beira da piscina, mas não há muita competição envolvida. Por essa razão, nem jogando contra outra pessoa pela Xbox Live fica divertido, seja o cabo de guerra, a corrida sobre bóias ou o "choque de derrièr". Aliás, todos eles, na verdade, são iguais em funcionamento.

Enfim, trata-se de mais uma desculpa para mostrar as garotas. Mas, infelizmente, é preciso realizar as atividades para ganhar dinheiro, que, por sua vez, é usado para comprar os itens. O lado menos ruim dessa história é que a modalidade que oferece um pouco mais de diversão seja aquela que rende mais dinheiro: a corrida de jet-ski. (Isso é especialmente válido depois de baixar o download corretivo, em que as competições compensam mais financeiramente, ao mesmo tempo em que não permite mais certas trapaças).

A prova tem poucas pistas, e simples - o que é uma pena, pois poderia melhorar a modalidade. Até existe, guardadas as devidas proporções, uma mecânica à la "Tony Hawk's Pro Skater" de fazer manobras, mas você tem que contar um pouco com o acaso para achar uma onda para saltar.

Garotas que batem um bolão

O vôlei que era o carro-chefe do antecessor fica em segundo plano agora. Novamente, os controles são muito simples e não há quase nenhuma estratégia envolvida. A recepção depende apenas do tempo certo para apertar o botão. Tudo aqui é um repeteco de "Dead or Alive Xtreme Volleyball", desde a mecânica até as quadras.

Nem mesmo jogatinas clássicas, como o pôquer, conseguem divertir muito, principalmente porque a inteligência artificial dos adversários parece aleatório. Não se espera uma simulação rebuscada, mas um mínimo de lógica seria desejável. O restante das atividades no cassino, como roleta, caça-níquel e blackjack, também não devem prender muito atenção do jogador - muitos RPG oferecem isso como minigame.

O visual não é muito diferente do antecessor, a não ser pela resolução, que é bem maior agora. Os cenários continuam paradisíacos, apesar dos gráficos não serem tão refinados. O melhor está mesmo nas cenas de jet-ski: a água não tem nada de real, mas pelo menos estão bonitos.

A modelagem das garotas está ótima, como sempre, assim como as animações. Porém, os cabelos continuam com problemas de clipping, ou seja, atravessam os corpos de vez em quando, além do movimento não ser exatamente natural. A trilha sonora é esquecível. Ainda bem que o console permite ao jogador inserir suas próprias músicas.

Apenas para seus olhos

"Dead or Alive Xtreme 2" não evoluiu quase nada desde o primeiro game. O objetivo continua sendo ver e fotografar as garotas em seus trajes sumários. Nisso, o jogo mostra qualidade. Só resta saber se isso é suficiente para agüentar os minigames sem graça - até o jet-ski enjoa fácil -, tudo em nome da enorme coleção que o título proporciona.


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