ARMY OF TWO

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Fórum ARMY OF TWO

Mensagem por Dan Ocelott em 18/12/2008, 06:12

O jogo é bom, mas é ainda melhor se jogado com um amigo!


Uma coisa tem sido bastante discutida ultimamente, o fato da grande maioria dos games estarem sendo atrasados. Isso tem acontecido graças aos mais diversos motivos, porém o principal deles inclui a necessidade dos produtores em melhorar seus games depois que a imprensa testa suas primeiras versões. Grandes games anunciados passaram por isso (como o novo God of War para PSP que acabou de sair) ou ainda estão passando por tal fato, por mais que já tenham tido sua data de lançamento modificada (Metal Gear Solid 4 que o diga!). O game o qual vamos falar também passou por algo parecido e por mais que esse não tenha ficado perfeito, tenham certeza que seus produtores conseguiram melhorar bastante as falhas vistas antes.

Army of Two acabou sendo lançando como um game muito melhor do que o visto a meses atrás, quando uma demonstração jogável foi liberada para imprensa. Diversas melhorias gráficas foram feitas, diminuindo os problemas e os elementos que não estavam funcionando antes foram simplesmente removidos! Com isso, esse game com uma ambiciosa proposta tornou-se um game muito bom e bastante melhorado, porém com algumas falhas.

A alma de Army of Two é também sua grande proposta. O game foi feito para ser jogado de forma cooperativa, e seu design foi desenvolvido visando garantir a diversão entre você e mais um amigo ou você sozinho e outro guerrilheiro controlado pela I.A. de forma tão boa que se você estiver jogando com alguém on-line e essa pessoa tenha que sair do jogo, a I.A. continuará respondendo de uma forma que você nem sequer perceba que essa pessoa saiu, já que a I.A. continuaria lhe dando o mesmo suporte. Porém, da mesma forma em que uma pessoa que está jogando com você se irritaria a I.A. também responderá de forma negativa caso você cometa muitos vacilos. Se você pedir ajuda, o personagem controlado pelo jogo irá fazer o máximo possível para ajudar. Se você o acertar com um tiro, tenha certeza que ele fará o possível para devolver! Sua contraparte controlada pela Inteligência Artificial do jogo será um ótimo suporte quando você estiver jogando sozinho, mas é claro que ela não tem as mesmas vantagens de uma mente de verdade. Menos mal que o sistema de comandos que você poderá utilizar quando estiver jogando sozinho funciona bem, porém não esqueça que para um bom desempenho, você também terá que utilizar bem esse sistema. Honestamente, para que você realmente sinta a experiência que Army of Two deseja lhe passar, jogue com um amigo!


Além disso, o jogo conta com um sistema chamado “Aggro”. Um jogador poderá ganhar Aggro ao atirar mais, fazendo com que os inimigos prestem mais atenção nele, enquanto o outro jogador poderá passar despercebido. Com isso, imagine só a diversão e a quantidade de estratégias de batalha que serão possíveis (principalmente se você estiver jogando com um amigo), já que os inimigos estarão em seu encalço enquanto seu amigo poderá pegar os inimigos desprevenidos, chegando pelos lados, por exemplo! Claro que tal elemento estratégico pode funcionar com a I.A., já que você pode dar um comando para que ela atire para chamar atenção dos inimigos enquanto você é quem os pega de surpresa, mas será que é tão legal quanto fazer isso com um parceiro de verdade?

O jogo se comporta como um bom game shooter, entretanto há algumas coisinhas que podem incomodar um pouco. Você poderá perceber às vezes que disparos distantes não acertam os adversários como deveriam. Mesma coisa acontece quando você tentar acertar adversários numa distância mais curta ou quando você resolver desferir um ataque corpo a corpo. A grande sensação do jogo é o combate corrida em média distância, especialmente em locais onde há muitos pontos para cobertura e por mais que esses sejam lineares, quando jogando com um amigo, cada um poderá pegar um caminho diferente, permitindo que cada um ataque de forma independente, fazendo com que a experiência cooperativa do jogo torne-se ainda mais atraente.

Pena que nem tudo saiu da forma com que os produtores queriam. Você poderá melhorar suas armaduras, para que seu personagem resista mais a disparos, mas apenas em pontos pré-definidos pelo jogo (diferente do que acontecia antes, na demo liberada para a imprensa, onde era possível voltar a locais específicos para isso). A mesma coisa ocorre com outras habilidades do jogo, como a troca de armas e com a habilidade “co-op sniping” (um tipo de sniper cooperativo), boas idéias que não são tão bem aproveitadas pelo jogo.

Agora, se há um elemento que funciona bem em Army of Two é o sistema de upgrade de armas, o qual serve para comprar novas armas, melhorá-las e até mesmo personalizá-las! Tal sistema pode até parecer complicado no início e as armas podem parecer fracas demais no começo, entretanto tudo ficará muito divertido e compensador com o desenrolar do jogo, na medida em que você equipar upgrades para melhorar ainda mais suas armas. Agora, fique esperto! Algumas armas realmente incentivam a personalização, porém outras não permitem o uso de muita munição. Sendo assim, saiba separar qual arma realmente vale a pena ser melhorada, pois o jogo não faz isso por você.

Em se tratando das fases, elas são até bem projetadas, porém repetitivas, trazendo muito do mesmo. Não que isso torne a jogabilidade ruim, mas você fica esperando por mais e nada muito novo chega. Esse detalhe torna-se ainda mais complicado se aliado ao enredo. É bonito ver dois caras tentando melhorar o mundo com as próprias mãos, mas nem Jonh Rambo derrubaria tantos exércitos seguidos, sem um objetivo mais específico ou uma novidade para ser resolvida. Com isso, você até gostará de jogar Army of Two, não tenha dúvidas disso (principalmente se você não estiver sozinho), mas apenas uma vez. Há alguns novos modos multiplayer posteriormente, também divertidos, porém com poucos mapas (problema que pode ser resolvido se a empresa colocar novos mapas ou modos disponíveis para download em breve).

Esse não deixa de ser um bom game da EA, e com outra pessoa para jogar com você o jogo fica ainda mais interessante. Army of Two tem tudo para se transformar em algo ainda mais interessante num futuro próximo, pois seus bons personagens e a idéia do jogar cooperativamente realmente são interessantes. Então consiga alguém para jogar com você e divirtam-se!

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Fórum Re: ARMY OF TWO

Mensagem por Dan Ocelott em 19/12/2008, 12:27

Um dos grandes trunfos desta nova geração de consoles conectados à rede é a capacidade de integrar jogadores. Foi algo que propiciou uma melhor exploração dos tradicionais confrontos mano a mano, e também foi fundamental para dar nova cara às partidas cooperativas, antes restritas a pouco confortável tela dividida. Infelizmente, apesar dos recursos tecnológicos estarem disponíveis, a quantidade de jogos que faz um bom uso deste modo de jogo ainda é relativamente pequena, o que torna "Army of Two" um lançamento muito bem-vindo por este ângulo.

Soldados da fortuna

O roteiro de jogo apresenta os dois heróis do título, Tyson Rios e Elliot Salem, como soldados da divisão dos Rangers do exército americano, em uma missão na Somália, em 1993. Eles são designados para dar cobertura ao mercenário Phillip Clyde, da empresa SSC, em sua tarefa de assassinar um militar local. Com o êxito da empreitada, o Comandante Dalton, superior da dupla, é convidado a se juntar à companhia e resolve levar os dois como seus homens de confiança.

Não vá à guerra sozinho

A trama então pula para a década atual, com o tal "exército de dois homens" executando as mais arriscadas missões ao redor do globo sob ordens da SSC. É o tipo de cenário básico para qualquer jogo de tiro genérico, mas "Army of Two" surpreende, colocando Rios e Salem em uma grande e envolvente conspiração: enquanto a SSC se torna a maior empresa privada de serviços militares do mundo, cresce a discussão sobre uma privatização total do exército americano no governo - e os dois descobrem que pode haver um traidor na organização ligado ao grupo terrorista Al Qaeda, o que desestabilizaria todo o cenário político dos EUA.

É uma trama bem amarrada e que conta com dois protagonistas carismáticos e uma boa dose de reviravoltas, mas é curta demais. É típico caso da história que começa a empolgar para logo em seguida terminar.

Um é bom, dois é melhor

Além da boa narrativa, "Army of Two" funciona de uma maneira competente, ainda que sem muitas surpresas no aspecto técnico ou mecânico, sempre focado no trabalho colaborativo dos dois heróis. Ao jogar sozinho, você pode escolher qualquer um, mas eles funcionam da mesma maneira e pedem as mesmas táticas para se apresentarem como soldados eficientes.

O centro da mecânica do jogo é um conceito bem conhecido dos jogadores de RPGs persistentes como "World of Warcraft": o Aggro. É bem simples: os inimigos se focarão no jogador que tiver a capacidade de causar maiores danos - ou pelo menos aquele que tiver uma postura mais agressiva em relação a eles. Portanto, a dinâmica dos combates consiste em posicionar um dos heróis de forma que ele ataque os inimigos e chame a atenção, subindo sua barra de Aggro até ficar vermelho, deixando o companheiro virtualmente invisível, o que permite que este aborde os inimigos pelas laterais de maneira furtiva e inesperada. Com um tempo determinado no Aggro, o personagem consegue poderes provisórios que aumentam seu poder de fogo.

De volta ao Iraque

Claro que é o tipo de situação que funciona melhor com dois jogadores de carne e osso, mas fique tranqüilo: a inteligência artificial é razoável e seu companheiro será muito útil nas batalhas, obedecendo às ordens da maneira esperada na maioria das vezes. Contudo, é a velha história: é sempre um robô fazendo o trabalho de um humano, sem espaço para improvisos ou táticas mais espertas, com algumas atitudes suicidas de vez em quando.

De qualquer forma, os comandos de gerenciamento são fáceis de usar, contendo o básico, como reagrupar ou manter na posição, com um sistema de cores relacionado à agressividade e ao tipo de inimigo, indicados por cores: azuis para normais, vermelhos para mais poderosos e dourados para aqueles com blindagem frontal (como as armaduras dos heróis), que necessitam de maior estratégia para serem derrotados.

A interação entre os dois também é necessária para outros propósitos. Um deve ajudar o outro a escalar muros ou mesmo a prestar socorro em caso da queda durante os combates, além de um modo chamado "Back to Back" que, como no "Bullet Time", coloca os dois protagonistas em uma pose estilosa em câmera lenta, para desespero de seus inimigos. Há ainda outras coisas a fazer, como cumprimentar ou dar broncas em seu parceiro, e um comando de troca de armas durante os tiroteios, o que pode ser interessante uma vez que há uma grande variedade de itens e algumas opções de customização.

Produção de respeito

Combate, camaradagem e dinheir

Como um jogo da EA, é de se esperar uma grande produção e "Army of Two" não decepciona. Os gráficos são imponentes, com grande riqueza de detalhes e efeitos especiais. As armaduras dos heróis são repletas de ranhuras, os tiros estraçalham paredes, os músculos dos personagens são flexionados, explosões criam ondas de choque. Tudo é extremamente bem cuidado, assim como o áudio, que gera um grande impacto na apresentação, com muitos tiros e muita gritaria durante os combates, simulando com emoção um cenário de caos e violência. A versão para Playstation 3 ainda conta com um diferencial interessante, que é o uso do sensor de movimento do controle para comandar o pára-quedas e o recarga das armas.

Como dito anteriormente, o grande barato é o modo cooperativo, que oferece várias opções, através de rede local, internet ou até pelo velho modo de tela dividida. Outros modos online também são intensos e muito divertidos, colocando sua dupla em missões de escolta ou eliminação de alvos, por exemplo, competindo contra outros jogadores em cenários repletos de inimigos controlados por computador.

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