DISSECANDO DEVIL MAY CRY

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Fórum DISSECANDO DEVIL MAY CRY

Mensagem por Dan Ocelott em 17/12/2008, 07:16

O mais recente jogo da mente que produziu Resident Evil pode ser resumido em duas palavras: acção gótica. Emocionante?
Sabemos no que estás a pensar. Devil May Cry. Parece uma má tradução de um RPG japonês. O tipo de jogo que ninguém joga e que fala de paixões, tomar chá e ser a bondade em pessoa. Chato! Mas espera: e se te contássemos que este é o novo jogo do homem que inventou a série Resident Evil? E que apresenta armas, espadas, demónios e acção rápida? Já estás mais interessado? Claro que sim.
Podemos agradecer Devil May Cry a Shinji Mikami, um homem impressionante que apresentou Devil May Cry na E3 deste ano a várias centenas de jornalistas fingindo disparar contra vários demónios com duas armas. Para acreditar, só vendo. Tal como o jogo, que a Capcom descreveu como 'acção gótica', uma descrição perfeitamente adequada, se é que isso é possível
Primeiro, temos a parte gótica - yup, é mesmo gótica. De tal maneira, que vais procurar o teu CD de Sisters of Mercy e abrigar-te do Sol mesmo antes de começares a jogar. Tomemos como exemplo o nosso herói - o seu nome é Dante, um simpática referência ao peso-pesado da literatura. Veste-se de vermelho vivo. Tem cabelo branco e transporta duas armas que maneja de forma exemplar, além de uma espada. Não me parece que este tipo seja barrado à porta de um bar gótico. O que achas?
Depois vem a acção, que é a verdadeira emoção de Devil May Cry. Se pensavas que os zombies de Resident Evil eram maus, espera até conheceres estes demónios. Na verdade, não estamos a ser justos para estes residentes do Inferno chamando-lhes 'demónios'. É apresentada uma verdadeira hierarquia demoníaca, de marionetes assustadoras a um grupo genérico de almas penadas com o adequado nome de 'Morte'. As foices que transportam denuncia-os, acidentalmente ...
Mas não te deixes assustar por tão pouco. Afinal de contas, uma foice não se compara ao arsenal de tiro de Dante, pistolas duplas e espadas super-potentes. Como demonstrado por Mikami-san, o movimento de marca de Dante é varrer o adversário com a espada e acabar com ele com um par de tiros. Mas não te deixes convencer - se o Dr. Death não está à tua altura, tens muitos mais adversários para combater - já alguma vez viste uma 'aranha com uma aura negra'? Nós também não.
Acção ritmada, estilo gótico e um guião ao estilo de Resident Evil - sim, Devil May Cry está aprovado.

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Fórum Re: DISSECANDO DEVIL MAY CRY

Mensagem por Dan Ocelott em 17/12/2008, 07:19

O Filho, meio-demónio, de Sparda regressa para enviar os seres demoníacos de volta ao abismo no seu estilo habitual.

Depois de três edições, a Capcom já entendeu muito bem a receita Devil May Cry. Pega-se numa fantástica personagem principal, dá-se-lhe armas de combate alucinantes e junta-se uma sequência infindável de vilões cortados em metades. Coloca-se tudo num extraordinário cenário gótico e deixa-se executar.

Podem parecer os mesmos ingredientes da série Castlevania da Konami, mas, ao contrário dessa saga vampírica, DMC3 conta com alguns ingredientes secretos: quebra-cabeças diabólicos, aterradores vilões de fim de nível, mais estilo que uma passagem de moda em Paris e um humor brejeiro para misturar tudo.

O riso de Devil May
Apesar de DMC3 parecer muito igual aos anteriores, é a sua espessa camada de humor que o distingue dos seus antecessores. Esta prequela de DMC põe as suas cartas de comédia na mesa desde a sequência de abertura, onde um Dante descontraído está a abrir a sua agência de detectives ainda sem nome. Atacado por demónios, a fabulosa faixa de Rock começa e o nosso herói começa a despachar os seus inimigos. Até agora, tudo de acordo com a fórmula, mas o humor de gargalhadas estridentes chega-nos sob a forma de uma caixa de música avariada, consumo de pizza em doses industriais e uma sessão de bilhar de 8 bolas de morrer - literalmente.
Depois de saíres das brilhantes cenas cortadas e entrares na acção em si, o humor fica muito mais difícil. Na verdade, surfar em torno de um inimigo morto parece ser o único movimento de comédia disponível, o que é uma pena, porque a natureza opressiva do mundo neo-Gótico de Dante pode ser um pouco deprimente quando ficas preso num nível durante meia hora.

O estilo é tudo
Felizmente, a Capcom penetra na escuridão com uma lanterna brilhante de escolhas, sob a forma de Styles (Estilos) de combate diferentes para o Dante. Dependendo do teu modus operandi de combate pessoal, podes alternar entre quatro estilos; Trickster, Swordmaster, Gunslinger e Royal Guard.
Independentemente do estilo escolhido, Dante mantém o combate pessoal e com armas que conhecemos e adoramos, só que concentra-se nas mudanças, o que lhe permite executar manobras deslumbrantes na especialidade escolhida. O Trickster concentra-se na esquiva (uma capacidade útil uma vez que as expansões de energia de saúde são raras), o Swordmaster (tal como seria de esperar) mantém as tuas armas brancas por perto, enquanto que o Gunslinger mantém os teus inimigos à distância. Royal Guard é para todos os fãs da Capcom da pesada, já que ataques bem temporizados provocam danos enormes, mas se fizeres asneira o sangue será teu (à la Onimusha).
Ao utilizares um Estilo, ganhas experiência na sua utilização e, eventualmente, 'sobes de nível', ganhando novas capacidades, tal como o Charge Shot do Gunslinger e o ataque de disparar gelo, Crystal, do Swordmaster. Mas, se achares que o teu Estilo não se adapta bem, podes mudá-lo em qualquer um dos pontos da estátua dourada Customize (Personalizar), espalhados pelos níveis. No entanto, ao contrário de DMC2 não podes guardar estes pontos de passagem dourados. Só podes fazê-lo no fim do nível, o que acarreta os seus próprios problemas.

Duro de roer
O DMC3 é duro, muito duro. Os quebra-cabeças são difíceis, os vilões são difíceis e os vilões de fim de nível são muito, muito difíceis. Podes comprar Vital Stars (expansões de energia de saúde) e Yellow "continue" Orbs (Órbitas amarelas de continuação), mas o seu preço aumenta à medida que as compras, penalizando os jogadores que têm mais dificuldades com o jogo.
Junta a isto vilões de fim de nível, o facto de que não podes gravar senão depois de os teres morto e o facto de que morrer significa recomeçares todo o nível do início e chegas à conclusão de que alguns jogadores não vão sobreviver a este exercício de frustração de jogo.

Monstro grátis com cada compra
Mas deves mesmo voltar, porque apesar da frustração, o Devil May Cry 3 tem muito mais para oferecer que os seus antecessores. Conta com excelentes visuais, acção sem parar e em grande estilo e um desafio rigoroso que - correcta ou incorrectamente - falta em muitos dos jogos atuais.

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