KINGDOM HEARTS

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ANÚNCIO KINGDOM HEARTS

Mensagem por Dan Ocelott em 14/12/2008, 12:54

O muito aguardado resultado da reunião entre a Squaresoft e a Disney chegou finalmente - e é tudo aquilo que podias esperar.

Programador: Squaresoft

Tal como reza a história, Kingdom Hearts começou a desenvolver-se quando os funcionários da Square e da Disney - que, por acaso, ocupavam o mesmo edifício - tiveram a oportunidade de se encontrarem para almoçar e começaram a discutir a hipótese de um jogo conjunto. E assim fizeram um. Material de contos de fadas? Pouco, mas o resultado deste almoço faz com que as nossas mentes voem livremente. Imagina um mundo em que o Pato Donald pode conversar livremente com Squall Leonhart de Final Fantasy VIII, numa cidade habitada por Moogles e cujo comércio local é gerido por Cid, Huguinho, Zézinho e Luisinho - e ninguém parece espantado. Basta imaginar... e já sabes onde vamos chegar com isto, não sabes?


Um conto dos velhos tempos

Já te deves estar a perguntar como é que os terríveis génios da Square conseguiram dominar os soberbos contadores de histórias para engendrar uma intriga que tem o poder de juntar todas as personagens memoráveis da Disney (e algumas das suas personagens) dos últimos 65 anos? Da única forma possível: desafiando a lógica racional. Isto para não dizer que a história não faz qualquer tipo de sentido, mas faz com que mantenhas a tua desconfiança em suspenso relativamente à ideia de que os maiores vilões da Disney são, de alguma forma, capazes de se juntarem para provocarem o caos do mais elevado calibre. E de que Aerith (nascida como Aeris) Gainsborough não morreu a meio do FFVII. E... se pensares, não faz muito sentido tentar racionalizar - descontrai-te e desfruta deste luxo, OK?

De qualquer forma, já nos estamos a entusiasmar. A verdadeira história de KH centra-se numa personagem original, completamente nova com o nome de Sora, um jovem com uma cabeça enorme (literalmente), que parece ser influenciado pelo Rato Mickey e Tidus de FFX - o que é, no mínimo, uma combinação interessante. Embora a vida na sua terra natal paradisíaca, as Ilhas do Destino, seja tão pacífica como possas imaginar, Sora e os seus dois melhores amigos, Kairi e Riku, sonham com o dia em que vão abandonar a sua terra distante e descobrir o que o resto do mundo tem para oferecer. Infelizmente, os sonhos concretizam de uma forma horrível quando uma legião de figuras sinistras e sombrias invadem a sua aldeia idílica e criam uma imensa tempestade que arrasta o nosso trio, separando as suas vidas a meio do processo.

Eu vou, eu vou, jogar agora eu vou

O que podemos descrever, sem medo de estragar a surpresa, é a fabulosa experiência de jogo. A primeira coisa a ter em conta, apesar das óbvias influências da série Final Fantasy, é que Kingdom Hearts não utiliza um sistema de combate com base em jogadas alternadas; são combates em tempo real a toda a hora. Estamos certos de que será um alívio para muitos de vocês que tiveram dificuldades (ou ficaram simplesmente irritados) com os penosos sistemas de combate comandados pelos menus da Square, ou que mal podiam esperar por mais uma dose de acção de combate em tempo real da sua excelente aventura SNES, Secret of Mana. As boas notícias são de que, em geral, o sistema funciona bem, com um sistema de bloqueio intuitivo e combinações simples de um botão que faz da aniquilição dos Sem-Coração uma verdadeira alegria e não um calvário. Por fim e, ao contrário da série Final Fantasy, sabes que estás na mira do sistema se Sora der o último suspiro.

O jogo mantém alguns traços da sua herança de RPG. Sora ganha pontos de experiência (bem como pontos de sucesso e "munny", a moeda de KH) depois de derrotar um inimigo, o que lhe permite aquela magnifica técnica do género de RPG, a boa "subida de nível". Sora também recolhe novas manobras de combate e feitiços, que são essenciais para lidar com os enormes vilões que vais ser obrigado a aniquilar nas tuas viagens. No que respeita à forma como o Donald e o Pateta se envolvem na acção sem um sistema de jogadas alternadas, a resposta é simples: são controlados (muito bem temos de o admitir) pelo computador, embora seja possível ajustar a sua IA com um nível surpreendentemente específico através dos menus do jogo.

Afinal de contas, o mundo é pequeno

Por falar em Donald e Pateta, podemos reconhecer mais caras bastante familiares (da Disney e da Square) e locais espalhados por todo o mundo do jogo. Nas primeiras horas de jogo, podemos facilmente encontrar Tidus, Wakka, Selphie, a Margarida, a Minnie, o Tico e o Teco, Squall Leonhart, Yuffie, Aerith, Merlin, a Fada Madrinha, Cid, Huguinho, Zézinho e Luisinho alguns dos 101 Dálmatas, Pluto, Jiminy Cricket, Hades, Jafar, Ursula, o Capitão Gancho, Oogie Boogie e a Malévola. Não te esqueças que tudo isto acontece antes de saíres da Cidade Transversal na nave Gummi e chegares a um dos muitos mundos da Disney, o País das Maravilhas. E pensavas que estávamos a exagerar...

Mais uma vez, estamos a tentar não estragar as surpresas que vais encontrar nesta grande aventura, sejam as personagens ou os mundos para os quais tens de viajar, mas que pensamos que não vai fazer mal revelarmos o que podes encontrar na Selva Profunda (casa de Tarzan e dos seus amigos), o Coliseu do Olimpo (território de Hércules) e as paragens do Aladino, Agrabah, nos primeiros níveis da nossa grande expedição. Todos os níveis demonstram a grande e habitual capacidade gráfica da Square, com KH a conseguir também recriar as tradicionais personagens animadas da Disney e cenários em 3D, mantendo o seu encanto original. Com um simpático toque visual, Sora, Donald e Pateta mudam frequentemente de visual, de acordo com o ambiente; vê o Pato Donald enrolado como uma múmia do Egipto na Cidade das Bruxas, ou o Pateta como uma tartaruga do mar na casa submarina da Pequena Sereia na Atlântida, para dar apenas dois exemplos.

Um novo e fantástico ponto de vista

São pequenos toques como este que dão ao jogos toda a sua qualidade; o lendário designer da Square, Tetsuya Nomura, devia receber uma comenda pela combinação dos seus exclusivos desenhos com o estilo inconfundível da Disney. O calçado de Mickey ao estilo de Sora é um dos toques e as restantes personagens da Disney contam com indumentárias que não passariam despercebidas na mais recente aventura de Final Fantasy. Escusado será dizer que o efeito é fabuloso, não só devido às fantásticas cenas cortadas, mundos bem realizados com efeitos deslumbrantes, mas também devido à magnitude de toda a obra - a dada altura, Hércules encontra-se com Cloud-o terrível-Strife, para pouca sorte de Jiminy.


Hakuna Matata

Escusado será dizer que Kingdom Hearts é um jogo para todas as idades e tipos de experiência e adequado a uma vasta gama de preferências. Os fãs da Square vão ser seduzidos por mais uma dose impressionante de qualidade narrativa com a promessa de muitas e muitas horas de jogo, enquanto que todos os adeptos da Disney vão deliciar-se com uma fabulosa aventura que consegue juntar as personagens favoritas de todos os tempos. E se és fã de ambas as casas... não tens de pensar duas vezes. Para o resto dos jogadores, talvez a remoção do sistema de combate de jogadas alternadas seja suficiente para vos convencer a dar uma oportunidade à Square. Claro, que também podes contar com uma grande abundância de fantásticas personagens da Disney, mas é um preço justo a pagar se quiseres jogar com um jogo que, possivelmente, é a aventura mais acessível, divertida e inspiradora deste ano.

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